A alegria dos sentidos

Todo conteúdo deste post têm como referência o livro “Comida que cuida – o prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes”.

A seguir, separamos alguns trechos deste livro e disponibilizaremos, aos poucos, algumas receitas para quem tem diabetes – ou não pois são receitas deliciosas e todos terão vontade de provar.

“Agora essa. O médico lhe diz que você tem diabetes e, com o diagnóstico, a primeira coisa que lhe vem à cabeça é a certeza de um futuro para sempre insosso, sem açúcar, nunca mais nenhuma pitada de abuso, adeus ao glamour de chantilly. E isso lá é vida? A boa notícia é que não tem de ser assim, não. Você tem diabetes? Então o que vai mudar de vez é o seu jeito de encarar as coisas. Aqui começa a primeira e fundamental lição para portadores de diabetes de todas as idades: VOCÊ VAI REDESCOBRIR O REAL PRAZER DE COMER. Sentir o gosto de cada alimento, perceber melhor os temperos, a delicadeza dos perfumes, como as frutas podem ser doces. Como uma bela massa, devorada na hora certa, ganha uma graça danada. É a alegria de reverenciar o alimento, de festejar o privilégio que é comer com sabor, uma alegria que se pode tocar e que desce goela abaixo.

Tudo tem dois lados, nos ensinam nossas avós, nossas professoras, o senso comum pela vida afora. DE UMA DOENÇA QUE EXIGE ATENÇÃO CONSTANTE, PARA SEMPRE, COMO O DIABETES, JÁ QUE PODE TRAZER CONSEQUÊNCIAS MAIS SÉRIAS, O LADO BOM É QUE BROTA A VONTADE DE SE CUIDAR. E vão se revelar coisas inesperadas no seu dia-a-dia. Descobrir, por exempo, que fazer exercício é um grande prazer, sim. Pode ser andar a pé todos os dias, fim de tarde, aquela luz alaranjada em que até a cidade grande ganha certa poesia. Se você tiver a sorte de morar no campo, ou na praia, respirar fundo, sentir a brisa num dia de sol bom. Pode ser dançar, uma dança de salão, que deixa a alma em férias e esquenta a paquera. Seja qual for a sua idade, o seu estilo, você vai constatar que o humor melhora muito quando a gente se mexe, a pele ganha viço, novos amigos entram na roda, e o que era para ser só recomendação médica de controle da doença vai melhorar tantas outras coisas.

Há o prazer de trocar receitas com a vizinha que tem uma tia com diabetes que faz um manjar sem açúcar que é uma beleza… O prazer de se sentir leve, talvez perder uns quilinhos. E o melhor de todos os prazeres, o de cometer uns pecados: numa alimentação equilibrada, por exemplo, cabe um brigadeiro transgressor, ou três Bis no meio da tarde, para manter a glicemia em dia. Como é que é? Doce de verdade para quem tem diabetes? E pode? Pois é, vez por outra pode. A pessoa com diabetes tem de ir a festas, jantares, restaurantes, rodopiar feliz no salão, fazer o que lhe dá na telha sem dar a mínima para os chatos com regras erradas, aprender a sorrir para o que existe a cada momento. Assim o diabetes deixa de ser um peso e passa a fazer parte da rotina, sem dramas.

Abre-se um novo lado para você.”

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